REFLUXO EM BEBÊS e CRIANÇAS

1

Na minha curta experiência de mãe, aprendi que a experiência de outras pessoas, muitas vezes nos ensinam mais do que qualquer outra coisa! Conheço quatro crianças que tiveram refluxo quando bebês e acompanhei o sofrimento de suas mamães enquanto não descobriam o diagnóstico.

Resolvi escrever esse texto para alertar as mamães, pois quanto antes o refluxo for diagnosticado, menor será o sofrimento do bebê (e da mãe por tabela). Algumas crianças maiores também podem ser diagnosticadas com refluxo (assim como os adultos), por isso a importância de estar atento aos sintomas.

Mas o que é esse tal de refluxo? Vamos falar numa linguagem bem simples: Quando o bebê mama, o leite vai para o estômago e a “tampinha” que deveria fechar para o leite não voltar, simplesmente não funciona. Então, normalmente depois da mamada, o leite volta com uma bela queimação e muitas vezes com grandes “golfadas” ou vômitos. Aí, além da dor, o bebê fica sempre com a barriguinha vazia, pois o leite nunca pára no estômago. Pelo que vejo, isso é muito frequente, mas não é nenhum bicho de sete-cabeças! O segredo é ficar atento para diagnosticar o quanto antes!

O refluxo tem vários graus e vai do mais simples ao mais grave e alguns sintomas importantes podem te ajudar a descobrir: choro constante, perda de peso, recusa de alimentos, pouco sono, vômitos e complicações relacionadas ao nariz, garganta, ouvido e seios da face. Existe o refluxo fisiológico (normal) e o patológico (anormal). No fisiológico, o bebê ganha peso normalmente e regurgita pequenas quantidas. Já no patológico, a frequência de retorno dos alimentos é bastante elevada, podendo causar irritação, problemas para dormir, desnutrição, problemas respiratórios e dores abdominais.

Agora não se desespere se de vez enquando seu filho arrotar e junto sair um pouco de leite ou comida. A forma como ele está sendo carregado pode fazer com que o arroto venha acompanhado de refluxo. Depois da mamada, é importantíssimo que a criança fique em pé, no colo da mãe, sem pressionar o abdome. Você só deve se preocupar se os episódios se tornarem muito constantes, associados aos outros sintomas.
Para mamães que tem bebês com refluxo, aí vão algumas dicas: é super recomendável o leite apropriado (NAN Anti-Refluxo), a posição deve ser inclinada sempre (até para dormir e trocar a fralda), além do remedinho especial receitado pelo pediatra, que neutraliza a acidez do estômago e auxilia o esvaziamento gástrico. Já para os maiorzinhos, alguns alimentos devem ser evitados, assim como frutas cítricas, refrigerantes, chocolates, açúcares concentrados (balas e doces), iogurtes, chás, salgadinhos, tomate e seus derivados, café, frituras e comidas condimentadas.

Todas as frutas não cítricas, arroz, pão, macarrão sem molho, carne magra e legumes estão super liberados! Hoje em dia, a indicação de cirurgias é pequena, pois os medicamentos costumam surtir muito efeito, além dos cuidados na vida diária. Bom, mas como eu disse no início, a experiência pode nos ensinar mais do que qualquer outra informação, por isso, aí vão dois depoimentos de mamães muito queridas.
“Como ele chorava sem parar, o levamos várias vezes ao médico, até que eles descobriram que o problema era o tal do refluxo. Como o pediatra ainda não sabia a gravidade, ele indicou o remédio fraquinho chamado DIGESAN (só funciona se o refluxo não for muito forte). Como não houve melhora, ele acrescentou o LABEL.
Depois ele fez um exame chamado raio X com contraste, para ver o grau do refluxo.
E só vimos melhora quando ele começou com um remédio chamado MOTILUIM.

Além dos remédios, o pediatra passou algumas dicas:

DORMIR,
O bebê não pode dormir de bruços. Comprar um travesseiro anti-refluxo que parece uma rampinha, para o bebê ficar sempre meio inclinado (tem que usar até quando vai trocar a fralda, porque quando levantamos as pernas na hora de limpar o bumbum, os joelhos pressionam o estômago, fazendo o leite subir). Procurar virar as pernas de lado.

CHUPETA
Para alguns bebês não adianta oferecer a chupeta quando ele estiver chorando e nervoso. Tentar oferecer quando ele estiver calmo.

COLO
Quando o bebê está no colo, temos o hábito de ficar sacudindo. Isso é natural, mas não faz bem. Procurar deixar o bebê deitado, se ele for chorão, precisa perceber que tem alguém por perto, às vezes basta ficar com a mão no peito do bebê.(Patrícia Russo, mamãe do Mateus – 1 ano e 4 meses)


“Minha filha nasceu pequenininha… Tinha 2.840kg e 45,5cm… Ainda no hospital meu leite desceu e fiquei feliz da vida. Porém passei por alguma dificuldade com meu bico que não estava bem formado. Bom, viemos para casa e meu leite jorrava… Eu vivia molhada! Com o passar dos dias minha pequena foi perdendo peso e eu comecei a ficar preocupada… Eu percebia que a Mirella, muitas vezes, colocava parte do leite pra fora e cheguei a comentar com a pediatra, que nao levou muito a sério… Aí, sabe aquela historia de: “Não se preocupe, criança ‘golfa’ mesmo… Mãe de primeira viagem, acreditei! Quando ela tinha 30 dias a enfermeira do hospital, que veio furar a orelha dela em casa, disse que ela não estava se alimentando bem e eu fiquei ainda mais apreensiva. Foi quando decidi mudar de pediatra e encontrei um “anjo”… Assim que pegou minha filha nos braços, ela já me disse que minha pequena tinha refluxo… Fizemos um exame, super tranquilo (cintilografia para pesquisa de refluxo), para confirmar o diagnóstico e iniciamos o tratamento. Parte desse tratamento era o leite engrossado! Ainda tentei tirar do peito com bombinha por um tempo e consegui amamentá-la ate os 3 meses… Meu peito doia muito e eu vivia em baixo do chuveiro para nao empedrar… Apesar de ter muito leite, com a bombinha não saia o suficiente para alimentá-la e a mádica resolveu entrar com o NAN AR, que e um leite especifico para refluxo. Assim, minha gatinha não quis mais saber do leite do peito… Pedi para o meu mádico me receitar um remádio para secar o leite, cheguei a comprar, mas não tive coragem de tomar… Chorei muito! Fiquei muito triste! Amamentar á maravilhoso… Mais uma vez tive a ajuda do anjo (pediatra) que conversou muito comigo para que eu entendesse que nao era o fim do mundo!!! Hoje, minha amada filha esta com 3 anos, 1m de altura e 21kg… Faz ballet, natação, vai a escola e esta cada dia mais sapeca! Graças a Deus! E eu estou aqui! Viva! Amando! Muito feliz por Deus ter me concedido a bençao de ser MÃE… E tentando criar coragem para ter mais um… Que tomara que seja um “bezerrinho”… “
(Karla Carvalho, mamãe da Mirella – 4 anos)

Dicas para evitar ou diminuir o refluxo:

– Seguir a medicação correta indicada pelo pediatra;
– Cuidar da alimentação;
– Deixar o bebê inclinado durante as mamadas;
– Não deixar nenhuma das narinas do bebê obstruída pelo seio ou algum pano durante a mamada;
– A boca do bebê deve abocanhar boa parte do seio e não só o mamilo (veja meu texto sobre amamentação)
– Sempre que usar a mamadeira, mantenha ela elevada, para que o bico esteja todo preenchido de leite, impedindo que a criança engula ar;
– Colocar sempre o bebê para arrotar depois das mamadas, ereto, junto ao tórax de um dos pais, apoiando sua cabeça e tronco;
– Evitar balançar ou chacoalhar a criança após as mamadas;
– Não presione o abdome durante a troca de fraldas;
– Deitar do lado esquerdo costuma reduzir os episódios de refluxo;
– Usar um travesseiro anti-refluxo, ou levantar levemente a cabeceira do berço.

Share.

About Author

Daniela Marques é escritora, esposa e mãe de dois. Formada em Design de Interiores e graduanda em Psicologia. Edita e desenvolve conteúdo para os blogs 'Salve Meu Casamento' e 'Educando na Contramão'. Autora dos livros O coração vermelho, Tem princesa que..., Iguais e diferentes e Quando nasce um coração. Ama o que faz! Conheça também suas obras infantis em: Facebook/DaniMarquesEscritora e @danimarques_escritora

  • Bom dia minhas queridas!então vou contar um resumo da minha história, tenho dois filhos uma menina de 17 anos e meu pequenino q está completando hoje 6 meses, na gravidez da minha filha tive pressão alta e ela nasceu prematura de 6 meses e meio, aí fiquei com mto medo de ter outro filho, sendo q estou no meu segundo casamento e meu esposo não tem filhos. Então veio a vontade de ter outro, e como as pessoas sempre me diziam q uma gravidez não é igual a outra, tomei coragem e engravidei. Bom não tive a mesma sorte de algumas mulheres, e minha pressão subiu novamente na segunda gravidez. Chegou a 24× 14 fiquei 3 dias no CTI e no terceiro dia tive q fazer uma Cezarina pois a pressão está oscilando. Isso com 32 armas certinho. Aí nasceu meu pequenino guerreiro, com 44 cm e 1.950 kl tinha um peso bom pra prematuro. Aí ele ficou internado por 22 dias na UTI neonatal, sendo que todo leite q tomava colocava pra fora, e era um desespero q sentia pois as vezes chegavacla e meu pequenino estava de dieta zero, teve uma bactéria tomoe 10 dias de antibióticos. Resumido ele foi diagnosticado com refluxo. Aí que começou minha batalha, pois ele chegou a se suficar 2 vezes era um desespero. Tomou motilium des de quando estava internado, hj ele está completando 6 meses e graças a Deus esse refluxo está passando, está bem fraquinho até pq eu não dou MTA chance pea esse refluxo pois fico com ele no colo quase 2 horas depois q ele mama. Fico toda dolirida maus por meu filho vale a pena. Queria dizer as mamãe q estão passando por isso q não parem de da o remédio pq o tratamento e um pouco demorado. Mtas vez achava q os remédios não estava adiantando q quase parei dar, tenham fé q isso vai passar hj eu fico mais relaxada já até posso deitar um pouco ele sem aqueles travesseiro tidos. E ele adora pois não estava acostumado a deitar assim. Então mamães boa sorte e que Deus abençoe todas nois.