VOCÊ SE PREOCUPA COM A ALIMENTAÇÃO DO SEU FILHO?

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     Aqui estão algumas pesquisas que mostram a importância de nos preocuparmos com a alimentação dos nossos filhos:

  • ” Um estudo de 2008 na revista “Nature” descobriu que o número de células de gordura no corpo é definido na infância e início da adolescência, permanecendo constante mesmo após uma perda de peso significativa, tanto para magros quanto para obesos.” Ou seja, se seu filho tiver uma má alimentação na infância, as células de gordura permanecerão eternamente no organismo dele, independente do peso. 
  • Numa pesquisa com 4 mil crianças de até 8 anos, concluiu-se que aquelas cuja alimentação era rica em açúcar e gordura, tinham 2 pontos a menos no quociente de inteligência. O efeito foi pior nas crianças que tinham alimentação ruim até os 3 anos, fase em que o desenvolvimento cognitivo é acelerado.
  •  “A alimentação desregulada de hoje pode originar uma geração de adultos doentes no futuro”. Uma psicóloga diz que dos 2 mil pacientes (crianças menores de 8 anos) atendidos por sua equipe em uma pesquisa, pelo menos 50% apresentam nível de gordura no sangue superior ao recomendado.
  • Nos Estados Unidos, um laboratório analisou a espessura interna das artérias que levam sangue do coração ao cérebro em 70 crianças com mais de 6 anos e descobriu que, por causa do acúmulo de gordura, as paredes dos vasos tinham 0,45 milímetro, espessura compatível com a de adultos de 40 anos. Lembrando que gordura no sangue, não significa necessariamente que a criança esteja acima do peso.
  • Outro estudo foi realizado com 979 crianças em dez cidades diferentes. Os pesquisadores chegaram à conclusão que o número de anos que a mãe passou trabalhando teve um efeito direto no IMC (índice de massa corporal) de seus filhos. O IMC é a proporção entre o peso e a estatura e permite determinar se a pessoa tem excesso de peso ou obesidade. “Cada período de uma média de 5,3 meses durante o qual a mãe trabalhou se associa a um aumento do IMC de seu filho 10% superior ao normal”, indica o estudo publicado na revista Child Development. O estudo não dá explicações para este fenômeno, mas os pesquisadores acreditam que talvez esteja vinculado ao fato de que as mães ativas possam dispor de menos tempo para comprar produtos saudáveis e cozinhar alimentos equilibrados, o que as leva a recorrer à comida industrializada, que possui mais gordura e calorias. Mas como não podemos colocar esta pesquisa como regra, vale salientar que muitas mamães que trabalham fora, se esforçam para dar aos seus filhos uma ótima alimentação, assim como existem mamães que trabalham em casa e só utilizam produtos industrializados. Temos que usar o bom senso!
  • Com as mulheres cada vez mais no mercado de trabalho, deu-se a entrada de alimentos semiprontos ou industrializados e a redução do consumo de frutas, verduras e legumes. Os estudiosos acompanharam 3 mil crianças, entre 8 e 11 anos. Durante a análise, as que carregavam o gene “FTO” duplicado – um dos primeiros a serem apontados como o vilão da obesidade – comiam demais e tinham dificuldades em entender quando já estavam satisfeitas. Isso acontece porque as crianças são mais vulneráveis ao ritmo de vida moderno, que as confronta com grandes porções de comida e oportunidades de comer o tempo todo. O excesso de peso das crianças é um assunto tão sério que é considerado uma epidemia! Além de trazer conseqüências para a vida adulta, a obesidade é responsável por outro fenômeno: crianças com doenças de adulto, como hipertensão e diabetes tipo 2. Atualmente, cerca de 15% das crianças estão com sobrepeso, e a porcentagem continua aumentando.
  • Um estudo publicado na revista científica Circulation, mostrou que uma dieta rica em frutas e vegetais desde a infância, pode ajudar a prevenir aterosclerose na vida adulta. A consequência dessa doença a longo prazo, é um endurecimento das artérias, levando a problemas cardíacos. A aterosclerose pode começar na infância, mas só vai se manifestar mais tarde. Por isso, é fundamental os pais ajudarem os filhos a adotarem hábitos saudáveis de vida desde cedo para retardar e prevenir o aparecimento de doenças.
  • Se o seu filho tem uma alimentação desregulada na infância, é bem provável que se estenda e piore na adolescência. Estudos com animais em laboratório provaram que refeições com muita gordura, produzem inflamações na glândula mamária e facilitam o aparecimento de tumores. Este risco aumenta na adolescência, pois é uma fase em que o desenvolvimento e a divisão celular estão a mil, além de nesta idade acharem que são imunes a tudo, ingerindo assim todo o tipo de alimento que desejam. Lembrando que o risco de câncer de mama nas meninas é ainda maior!

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About Author

Daniela Marques é escritora, esposa e mãe de dois. Formada em Design de Interiores e graduanda em Psicologia. Edita e desenvolve conteúdo para os blogs 'Salve Meu Casamento' e 'Educando na Contramão'. Autora dos livros O coração vermelho, Tem princesa que..., Iguais e diferentes e Quando nasce um coração. Ama o que faz! Conheça também suas obras infantis em: Facebook/DaniMarquesEscritora e @danimarques_escritora