TRABALHAR OU NÃO FORA DE CASA?

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Já escrevi duas vezes sobre este assunto: Mamães devem ou não trabalhar fora? e Devo voltar a trabalhar fora?, mas ao ler o livro “É seu filho, não um hamster”, me deparei com o texto a seguir. Não poderia deixar de compartilhar com vocês. No final, acrescentei um pedacinho da minha experiência. Não deixe de ler!

“As mulheres de hoje tem mais opção de carreira do que nunca! E as dúvidas são muitas: Se optarem por trabalhar, trabalham período integral em um escritório ou em casa? Meio período no escritório ou meio período em casa? Ou quem sabe algumas horas por semana? Ou deixam a carreira parada até que os filhos entrem no jardim da infância (que foi o que eu fiz)? As opção dão até vertigem.

Precisamos analisar algumas questões. Se você deixa seu filho pequeno de olhos sonolentos as 7h00 na escola e vai buscá-lo as 18h30, e coloca-o na cama 2h ou 3h depois, quem o está ensinando sobre a vida? É alguém que recebe talvez 2 ou 3 salários mínimos (isso se recebe) e que decidiu trabalhar num berçário porque cansou de dobrar roupas em uma loja feminina no shopping? Isso deve ser muito bem avaliado!

Em um berçário ou escolinha, seu filho pode adquirir habilidades acadêmicas e sociais para “obter sucesso”, mas isso é tudo o que você quer para essa nova vida que trouxe ao mundo? Que bem faz ter uma criança que lê aos 4 anos se ela nunca ligar pra casa quando tiver 30? Será mesmo um bom negócio?

Digamos que você pudesse nascer de novo, iria preferir passar a maior parte do seu dia com uma funcionária de uma escolinha, uma empregada ou babá? Se a resposta é não, porque faz isso com seus filhos? A maioria de nós não gostaria de ter ninguém além dos pais para nos criar. Mesmo assim, muitos queremos aplacar nossa culpa por entregar nossos filhos a terceiros. A verdade nua e crua é que não é possível ter os dois. Se você quer que seus filhos recebam o máximo de sua criação, ser cuidado por alguém fora de casa seguramente não é a melhor opção.


Segundo uma pesquisa do Ministério da Saúde norte-americano, crianças de 3 meses a 4 anos que passam a maior parte do dia sob cuidados não maternos, tendem a ter um nível de desobediência e agressão muito mais elevado. Outro estudo descobriu que os níveis de estresse em crianças de 16 a 38 meses aumentavam durante o curso de um dia na escolinha, já os que passavam o dia em casa com a mãe, os níveis de estresse caiam ao longo do dia.

Com medo de perder o emprego ou a carreira, muitas mães costumam dizer: “Mas ele dorme metade do dia de qualquer forma… não vai nem perceber!” Se esta é a sua realidade, quero lhe fazer uma pergunta: Você está fazendo isso em benefício do seu filho ou do seu?

Tenho consciência de que optar por ficar em casa não é possível em algumas famílias, pois muitas mamães são responsáveis pelo sustento do lar, mas se está fazendo isso porque acha que a pré escola é o máximo ou por medo de estagnar sua carreira profissional, pense de novo. A pré-escola é boa, desde que não seja excessiva, mas certamente não é necessária nos primeiros anos de vida. Faça o melhor que puder com o que tem, adaptando o que for capaz, com o objetivo de passar o máximo de tempo com seus filhos.

Na hora certa, a maioria dos filhos vai apreciar seus esforços no sentido de fazer o melhor possível com o que dispunha, porém eles terão dificuldades se você escolheu fazer do trabalho uma prioridade superior ao relacionamento entre vocês. Já me sentei em muitas salas de terapia para saber que seus filhos verão o tempo passado na escolinha como sacrifício deles, não seu. Você pode pensar que está trabalhando mais horas por seus filhos, mas eles não verão dessa forma. Por outro lado, nunca vi uma criança se ressentir pelo fato de um dos seus pais ficar em casa. As crianças sempre veem isso como um grande presente e um sinal claro do compromisso dos seus pais com ela.

Para pensar: daqui há uns vintes anos, quando uma pessoa perguntar a seu filho sobre a infância dele, ele vai falar sobre o seu relacionamento com as funcionárias da escolinha ou das tardes com a mamãe? Vai falar sobre as suas experiências com as professoras e os amiguinhos da escola ou de quando a mamãe preparava um piquenique no quintal com os amiguinhos da rua? 

Infelizmente a realidade é esta. A última coisa que uma mãe que trabalha fora tem pela manhã é tempo sem pressa, e a última coisa que ela tem no final do expediente é energia. Vale a pena repensar. Os sacrifícios que fará serão muito pequenos à luz das recompensas que irão desfrutar no futuro!

Quando você está disposto a se sacrificar, aprende como passar sem alguns privilégios e uma boa quantidade de bens extras… Não deixe as finanças ditarem sua decisão, a não ser que você seja a grande responsável pelo sustento da família”.

Meu testemunho:

“Há 6 anos tomei uma decisão: Parar de trabalhar para cuidar integralmente da minha filha mais velha. Três anos depois meu caçulinha nasceu, e a decisão foi mantida, pelo bem deles. Confiamos em Deus, e Ele supriu cada uma de nossas necessidades! Nada nos faltou nesse tempo. Escutei diversas vezes: “Vai ser difícil voltar ao mercado de trabalho depois de tantos anos fora…”. Mas minha confiança não foi abalada. Eu tinha certeza que no tempo oportuno, Deus “mexeria os pauzinhos”!

Este ano meu caçulinha (hoje com 3 anos) foi para a escolinha pela primeira vez, e nosso Paizão mais uma vez nos mostrou o seu amor e fidelidade. No momento exato em que precisávamos, me chegou as mãos uma oportunidade de emprego com horário flexível, para trabalhar em casa, ou seja, posso receber meus pequenos com um gostoso almoço quando voltam da escola, passo a tarde com eles e ainda auxilio meu esposo com as despesas!

Quase pude ouvir a voz de Deus nos dizendo: “Continuem cuidando das minhas coisas e fiquem em paz, pois estou cuidando das suas!”

“Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas”. Mt 6:33

“Confie no Senhor e faça o bem; assim você habitará na terra e desfrutará segurança. Deleite-se no Senhor, e ele atenderá aos desejos do seu coração. Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nele, e ele agirá…” Salmos 37:3-5″

Obs.: Em breve postarei um texto com dicas especiais para pais e mães solteiros. Aguardem!

*Trecho retirado do livro “É seu filho, não um hamster, de Kevin Leman”, adaptado e comentado por Daniela Marques 
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About Author

Daniela Marques é escritora, esposa e mãe de dois. Formada em Design de Interiores e graduanda em Psicologia. Edita e desenvolve conteúdo para os blogs 'Salve Meu Casamento' e 'Educando na Contramão'. Autora dos livros O coração vermelho, Tem princesa que..., Iguais e diferentes e Quando nasce um coração. Ama o que faz! Conheça também suas obras infantis em: Facebook/DaniMarquesEscritora e @danimarques_escritora