COMO LIDAR COM AQUELE COLEGUINHA DIFÍCIL?

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Toda mãe já passou ou um dia vai passar pela difícil situação de lidar com os conflitos entre o(a) filho e o(a) amiguinho(a) carne de pescoço. Até a mulher mais passiva se transforma em leoa quando mexem com a sua cria. Sou mãe de dois, uma menina de 10 e um menino de 7. Nessa curta experiência e depois de vivenciar diversos e variados conflitos, pude notar que toda mãe tende a defender sua cria, independente do comportamento. Se o filho foi vítima ela justifica enumerando as atitudes do agressor mal educado, mas se o filho fez o papel do agressor, ela justifica dizendo que a cria teve seus motivos, pois foi provocado pelo mal educado. Ou seja, no geral, a criança mal educada sempre será a outra. Sim, já me vi nesses dois papeis. Mas a questão é que no fim as crianças acabam se entendendo e se resolvendo com rapidez e facilidade, enquanto que muitos pais resolvem comprar a briga dos filhos por dias, semanas e em alguns casos, pela vida toda! Diante dessa difícil realidade, qual seria então a melhor maneira de agir e reagir? Entre erros e acertos, aprendi algumas lições. Compartilho algumas delas com vocês:

  • Deixem as crianças se resolverem sozinhas, nunca interfira, a não ser que haja violência física. Elas sempre acabam se entendendo, acredite;
  • Nunca julgue ou tome conclusões precipitadas se não estava presente durante o início, meio e fim do conflito, mesmo que seu filho chore horrores. Você pode estar muito errado e por isso acabar passando vergonha na frente dos outros pais;
  • Sim, seu filho pode ter sido o grande motivador e se isso for constatado, o melhor a ser feito é assumir e exercer a disciplina;
  • Se o amiguinho em questão for uma criança difícil e problemática, tente não alimentar sentimentos ruins contra ela, afinal, é apenas uma criança;
  • Se a criança tem um comportamento que não te agrada, procure analisar: será mesmo um mau comportamento ou é um comportamento inaceitável segundo os MEUS valores? Afinal, se a outra família tiver valores diferentes dos seus, aquele comportamento pode ser encarado como aceitável pra eles, e isso é muito difícil de ser discutido;
  • Não tome as dores de seus filhos a ponto de prejudicar a amizade com os pais da criança, isso não é uma atitude muito madura;
  • A não ser que você seja amigo muito chegado dos pais do coleguinha difícil, jamais faça críticas quanto ao comportamento dele, só se houver abertura, caso contrário, poderá colocar em risco o relacionamento. No geral, os pais encaram como afronta um crítica contra a sua cria;
  • Quanto a chamar atenção, até acho justificável quando não há um responsável por perto, fora isso, é melhor não interferir. Se tiver que falar, que seja para orientar seu filho;
  • Se o comportamento for recorrente e do tipo inaceitável (agressão física, verbal ou bullying) você terá que agir. Se for na escola, converse com os professores e coordenadores e tentem juntos administrar a situação. Se for na rua ou no condomínio, explique a situação aos pais da criança com bastante cuidado, e caso não tomem alguma atitude ou venham a encarar a crítica como algo negativo, afaste seu filho do amiguinho. Não vale a pena entrar nessa briga;
  • E quando a criança é da família? Penso ser esse o mais difícil dos casos. Se os pais forem chegados e compreensivos, tentem uma boa conversa, mas nunca em tom de acusação. Mostrem-se dispostos a ajudar. Caso contrário, o melhor mesmo é se afastar e manter o contato apenas em casos de muita necessidade;
  • Ensine seu filho a lidar com os conflitos e frustrações da vida. Procure interferir o mínimo possível, afinal, você não estará por perto sempre não é mesmo? Ele precisa aprender a voar! 
  • Ensine seu filho a se defender. Não digo bater ou ser agressivo, mas não ser passivo ao extremo. Ele precisa saber que tem seu valor, seus gostos e opiniões e que deve mantê-los, mesmo sob ameaça de um amigo. Violência nunca será a melhor saída, mas digo sempre aos meus filhos que estão autorizados a se defender;
  • Não alimente fofocas com outros pais, isso é colocar mais lenha na fogueira. Evite o falatório. Se tiver que desabafar, que seja com alguém que não conheça os pais da criança ou com algum amigo muito próximo e de muita confiança, mas sempre no sentido de buscar orientação e conselho;
  • Se notar que o comportamento do amiguinho é muito estranho e perigoso, tente mostrar aos responsáveis numa conversa amorosa a sua preocupação, mas sempre oferecendo ajuda, talvez até indicando um profissional;
  • Se for possível e houver interesse, estreite o relacionamento com os pais da criança, invista na amizade e quem sabe, depois de algum tempo, Deus lhe dê oportunidade de iniciar uma conversa franca;
  • Uma hora ou outra o seu filho será o amiguinho difícil, as vezes mais de uma vez, aceite este fato!
  • Não exclua a possibilidade de seu filho ser o tal do fulaninho difícil, aquele que todos os pais comentam. Fique atento as dicas das professoras, comportamento dele com os coleguinhas e inclusive indiretas de outros pais. Negar ou fingir que não é com você apenas atrasará o processo e prejudicará seu filho.

Bem, espero que esse post te ajude a lidar de forma mais leve com os conflitos e coleguinhas difíceis, pois é certo que eles virão! 😉

Um abraço da mamãe Leoa, Dani

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About Author

Daniela Marques é escritora, esposa e mãe de dois. Formada em Design de Interiores e graduanda em Psicologia. Edita e desenvolve conteúdo para os blogs 'Salve Meu Casamento' e 'Educando na Contramão'. Autora dos livros O coração vermelho, Tem princesa que..., Iguais e diferentes e Quando nasce um coração. Ama o que faz! Conheça também suas obras infantis em: Facebook/DaniMarquesEscritora e @danimarques_escritora