COISAS DE MENINO X COISAS DE MENINA

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Boneca ou carrinho? Rosa ou azul? E quando sua menina não se encaixa nos estereótipos ditados pela sociedade? O livro Tem princesa que… traz o assunto à tona de forma leve e descontraída, oferecendo às crianças e seus cuidadores uma oportunidade de diálogo e reflexão.”

Neste programa, Paulinho Degaspari, Adriana Degaspari e Daniela Marques voltam a falar sobre filhos e conversam sobre os estereótipos da sociedade em relação às brincadeiras e gostos de meninos e meninas. Um bate-papo super descontraído e recheado de confissões (engraçadas!😆) sobre um tema polêmico e profundo, mas muito necessário de ser dialogado e entendido. Dá só uma olhadinha, tenho certeza que vão gostar (clique na imagem para escutar o programa!)

“Depois de quinze anos trabalhando e convivendo com crianças, percebi que muitas meninas não conseguem se encaixar nos estereótipos femininos normalmente aceitos pela sociedade. Em vez de boneca, preferem carrinhos. As histórias de aventura lhes parecem muito mais interessantes do que as de princesas tomando chá. Vestido? Nem pensar! E, como sempre gostei de pesquisar e descobrir o porquê de todas as coisas, resolvi estudar para entender esse curioso comportamento. E foi pesquisando e conversando com profissionais especializados em diversas áreas que descobri que gosto por roupas, cores e brincadeiras é algo adquirido socialmente e nada tem a ver com questões biológicas ou de sexualidade. Por exemplo, a definição das cores “certas” para cada gênero surgiu só entre 1920 e 1950, quando empresas de moda começaram a sugerir azul para os meninos e rosa para as meninas, como forma de aumentar as vendas. Ou seja, trata-se de uma questão de marketing e não de gênero. Concluí então que seria benéfico oferecer aos pais, cuidadores e educadores uma oportunidade de esclarecimento e reflexão a respeito desse tema, com o objetivo aliviar a angústia das nossas garotinhas. Uma menina pode gostar de azul, brincar de carrinhos, jogar futebol e continuar sendo menina. Simples assim! No brincar a criança se desenvolve, se percebe e percebe o mundo. Se a sua garotinha demonstra ter um perfil mais aventureiro, que tal colocar uma capa e embarcar com ela nessa aventura? Quando se desenvolve a consciência de que o problema na verdade não está nelas, e sim em nosso olhar estereotipado, a vida das heroínas e de suas famílias se torna mais leve e divertida. O importante mesmo é lembrar que em nosso mundo existe espaço para princesas, heroínas e também para princesas-heroínas. Que elas cresçam e encontrem oportunidades para vivenciar suas histórias de forma plena, tanto as aventuras, quanto os contos de fadas, ou até, quem sabe, aventuras de fadas!”

Daniela Marques (Facebook/DaniMarquesEscritora)

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About Author

Daniela Marques é escritora, esposa e mãe de dois. Edita e desenvolve conteúdo para os blogs 'Salve Meu Casamento' e 'Educando na Contramão'. Idealizadora do Projeto Infantil 'O Coração Vermelho', que conta com um livro de sua autoria. Formada em Design de Interiores e graduanda em Psicologia. Ama o que faz! Conheça também suas obras infantis em: Facebook/DaniMarquesEscritora